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Vímana: A maior banda que ninguém nunca ouviu

Resolvi ressuscitar este blog para um último post no qual falarei sobre a banda que deu origem ao nome dele, o Vímana. Esta foi uma banda de Rock Progressivo da segunda metade dos anos 70, na qual tinha Lulu Santos, Lobão e Ritchie na sua formação. O título da postagem foi baseado em algo falado por Ritchie, em uma entrevista para o Gafieiras, definindo o grupo como "a banda mais famosa que ninguém nunca ouviu". Ao contrário dos outros artigos deste blog, que geralmente são curtos, este é bastante longo e foi montado com base no que foi contado em entrevistas pelos próprios integrantes e sites confiáveis da web. Desta forma, busquei comparar as diferentes histórias e traçar uma o mais autêntica possível. Me desculpo pelo tamanho do texto, que parece maior ainda devido à formatação do blog, mas não faria o menor sentido falar sobre esta banda se não fosse reunindo em um único lugar tudo o que pudesse ser encontrado sobre o grupo. Assim, encerro definitivamente as atividade...

Análise: Rurouni Kenshin (Samurai X)

Criado por Nobuhiro Watsuki, Rurouni Kenshin foi uma série de mangá que se tornou bastante famosa no Brasil pela sua adaptação em anime, transmitida de forma inédita no período de 1999 até mais ou menos 2002. Neste artigo será feita uma análise com base no anime e nos OVAs, focada não muito na história em si mas em alguns pontos que a tornam uma grande obra. ATENÇÃO: Se você ainda não assistiu a série, tenha em mente que falarei de vários acontecimentos importantes, sem dó nem piedade. Transição para o imperialismo e o rumo à extinção dos samurais A história do anime se passa no início da  Era Meiji , época em que o Japão abre mão do feudalismo do  período Edo  para tornar-se um império. Nesta era, a espada vai deixando de ser sinônimo de poder e proteção, dando lugar ao policiamento e às leis. Porém, pelo fato dessa mudança ser algo recente, ainda há bastante resistência por parte do povo, encontramos diversos samurais que se opõem ao novo regime e lutam pe...

O primeiro disco do Barão

Em Setembro de 1982, o Barão Vermelho lançava seu primeiro trabalho. Formado por Cazuza (Vocal), Roberto Frejat (Guitarra), Maurício Barros (Teclado), Dé (Baixo) e Guto Goffi (Bateria), o quinteto não desperdiçava na atitude e na poesia de suas letras. Lançado pela Som Livre e produzido por Ezequiel Neves, o disco autointitulado já mostrava uma banda sólida e jovial, que estava tentando iniciar, ao lado de bandas como a Blitz, Rádio Táxi e Erva Doce, o que seria a cena do Rock brasileiro dos anos 80. "Pouco importa o que essa gente vá falar mal. Falem mal. Eu já tô pra lá de rouco, louco total." estes são os primeiros versos que iniciam a faixa de abertura Posando de Star , com sua sonoridade que remete, sem soar copiado, ao rock dos anos 50. A triste melodia dos teclados inicia a melancolia de Down em Mim , um Blues arrastado acompanhado de uma letra extremamente forte como podemos ver no verso "E as paredes do meu quarto vão assistir comigo À versão nova...